sábado, 28 de janeiro de 2017

LINUX

LINUX


Fonte http://www.abusar.org.br/


Consulte também TUTORIAIS e MANUAIS , e o link www.linux.matrix.com.br

Muitos brasileiros reclamam da falta de documentação em nossa língua relacionada a redes e *NIX em geral, mas mais uma vez vejo que essa realidade esta mudando cada vez mais...
Carlos Fernando Scheidecker Antunes me enviou a URL de um artigo escrito por ele da mais alta qualidade e em língua portuguesa...
O artigo não trata apenas do assunto Linux + ADSL especificamente, mas introduz e desenvolve explicações sobre os mais variados assuntos sobre redes Linux, firewalls, TCP/IP e, ate mesmo, telefonia num artigo completo ao extremo...
Leitura realmente obrigatória a QUALQUER profissional Linux ou de redes em geral, assim como para o usuário caseiro interessado em aumentar de forma muito rica seus conhecimentos...



Construindo um roteador em Linux para compartilhar internet

Mini how-to para wireless micro-a-micro usando Linux Kurumin, rede sem ponto de acesso By RodriGNU®

Instalando placas Wireless no Linux
Por Carlos E. Morimoto 16/11/2004

Otimizando conexões ADSL com Linux

Muitos usuários de Internet banda larga já presenciaram este efeito: ao começarmos um upload, a taxa de transferência de download fica severamente prejudicada.

Usuários Linux podem se beneficiar de toda uma infraestrutura de gerenciamento de largura de banda embutida no núcleo do sistema, através da qual é possível otimizar o uso da conexão de forma a obter o máximo de transmissão sem prejudicar em nada o recebimento.

PPPOE + RADIUS + BANDLIMIT

Um bom tutorial sobre como balancear 2 links ADSL Velox com iptables e iproute2 no linux:

http://www.linux-es.org.br/artigos/bolinho00.html

UnderLinux: Crie um bom roteador com seu 486! ARTIGO
Enviado em Sexta, 16 de maio 2003 as 16:27:59

Já pensou em montar um roteador linux em um 486 ou pentium 100. Fácil, rápido, seguro, barato e sem icompatibilidades.
Vamos reciclar seu velho 486/386 e colocá-lo em funcionamento como um bom roteador e firewall de sua rede! E ainda rodando alguns serviços como FTP e WEB.
Utilizei aqui neste brincadeira um 486 DX4 16MB RAM. Antes de fazê-la tive uma boa ajuda do pessoal do fórum para realizar as configurações! =)
O sistema operacional escolhido foi o Linux Slackware 8.1,
pela sua estabilidade, e também pela vantagem de conseguir
realizar uma instalação muito pequena em seu HD.
Serviços Funcionando nele:
- Httpd - Apache e PHP
- MySQL
- Firewall/Iptables
- Snort + Guardian (IDS)
- FTP
nem eu pensava que conseguiria rodar esses serviços nele!
Hoje ele fica embaixo de uma mesa, escondido e funcionando muito bem!

Linux e ADSL no Brasil

Conectando sua rede interna com Linux, ipchains e ADSL

por Carlos Fernando Scheidecker Antunes  http://www.antunes.eti.br/ADSL/adsl.php4

DICA by Igor Escoura
  No site http://www.linuxit.com.br/modules.php?name=Sections&op=viewarticle&artid=144
  há um manual explicando como fazer o linux autenticando no servidor da telefonica, no novo modelo, pelo browser, vale a pena

Autenticadores para Speedy

Autenticadores para Velox

Autenticador velox para linux:

http://codigolivre.org.br/projects/vivo24hxdsl

Alem de autenticar ele monitora a conexao e caso ela caia, restabelece.

SHELL SCRIPT PARA DISCAGEM E AUTENTICAÇÃO DO VELOX NO LINUX

BATCH PARA DISCAGEM E AUTENTICAÇÃO DO VELOX NO WINDOWS

Instalando o Velox no sistema operacional Fedora Linux Core 1 by Eder S. G.

Configurando modem DLINK DSL-502G no Fedora Core 1 by Lercio

Como conectar na internet (Alcatel ADSL) usando o pptp-client

Tutorial de Instalação Linux - Dispositivo Wireless Broadcom

HowTo - Linux Wireless

Linux Based AccessPoints

Script para o Speedy



Script para o Velox da Telemar

Bruno Oliveira (bruno@aceleranet.com.br) informa: "Com a mudança da pagina da Telemar, www.veloxzone.com.br, muitos usuarios que utilizavam o linux ficaram quase que sem opções para fazer a autenticacao via console (shell script). Disponibilizei no meu site um script idealizado pelo Gino Campra para conexão através do link Velox Comercial. Efetuei algumas modificacoes para que ele possa trabalhar com dois tipos de provedores, já que a telemar nao se decide."

DICA Linux - Cabide
Use o LINKS , em vez do LYNX, ele suporta Java Script
http://freshmeat.net/search/?q=links&section=projects&x=15&y=8  
http://freshmeat.net/projects/links/  
http://atrey.karlin.mff.cuni.cz/~clock/twibright/links

Tem q usar o LINKS ao invés do lynx,
pois agora a pagina de autenticação é baseada em .jsp e somente o link tem suporte a isso.
Basta instalar o link e alterar o script para: LYNX="/usr/bin/links"
Deixe o nome da variável como LYNX mesmo para nao precisar alterar o script todo.

Configurando o modem USR 9001 PPPoE no Linux e compartilhando sua conexão com o resto da rede

WebServer sobre ADSL Mini-Como (How To)

Speedy Business Autenticado (How To)

Coyote Linux - Como usar um 486 para compartilhar a conexão com a Web. Atualizado!

Mais um Coyote : Este artigo é uma continuação do meu tutorial "Como usar um 486 para compartilhar a conexão", que mostra como compartilhar uma conexão via Speedy PPPoE usando o Coyote. A explicação é passo a passo, incluindo o cabeamento da rede, como montar o servidor e como configurar os clientes. By Carlos E. Morimoto  http://www.guiadohardware.net  29/11/2002
Sistema Wireless em apenas um disquete com o WRP (Wireless Router Project)

Usando o Kurumin para compartilhar a conexão e outras coisas : Muita gente tem me perguntado se é possível utilizar um micro com o Kurumin para compartilhar a conexão, assim como o Coyote e o FreeSCO. A vantagem neste caso seria que o micro com o Kurumin poderia ser usado para outras coisas, não seria preciso ter um micro dedicado apenas para compartilhar a conexão.

Para os que desejarem linux, e temem não haver programas equivalentes
http://linuxshop.ru/linuxbegin/win-lin-soft-en/

Configurando o Velox (ADSL) da Telemar com o modem Allied CopperJet

Configurando uma rede local com acesso à Internet com Linux

DSL HOWTO for Linux

WebServer sobre ADSL - Mini-HowTo

HOWTO-Velox by Marcelo Dias de Toledo

HOWTO Telefonica PPPOE - Como configurar o Speedy no Linux (Mini HOWTO) Nelson Ferraz

Driver para o modem Speedtouch USB (speedy) no Linux

v1.4, 26 de Setembro de 2001

CONECTIVA :

1.17. Como configurar um link ADSL em meu Conectiva Linux?
1.18. Como instalar adsl usando dhcp?
1.19. Como configurar um link ADSL Speedy da Telefônica em meu Conectiva Linux?
DSL HOWTO for Linux

Configurações Linux / PPPOE Red Hat

Configurações Linux / PPPOE SUSE

Conectando sua rede interna com Linux, ipchains e ADSL

Conectando o Linux a Internet com ADSL-Velox (Telemar)

Configurando o suporte a SNMP/MRTG nos modems 3COM ADSL Dual Link
por Guilherme Eliseu Rhoden (rhoden@inf.ufsc.br)
PROPAGANDA - www.softwareforhouse.hpg.com.br/P_ADSL.html

Configuração ADSL BrasilTelecom by karlos@opengate.com.br

Esta dica vale apenas para usuários com modems externos "3Com HomeConnect Dual Link" da BrasilTelecom

Configuração do Modem ADSL Ericsson HM130dp no Linux

Fonte http://www.abusar.org.br/

Configure ADSL e cable modem no linux Gabriel Armbrust Araujo

CONFIGURANDO LINUX PARA ADSL Marcio V. T.

Ajato e Cable Modem - Nosso colaborador Roberto Janny T. J. (krivilli) explica como configurar um cable modem no Linux, com exemplos reais do serviço AJato.

Redes Domésticas & ADSL no Linux Djames Suhanko

Linux Links - César Cardoso

ADSL Howto for Linux systems

Tutoriais : Usar um 486 para compartilhar a conexão

  Montando um Roteador/Firewall no Linux!
Quando estamos conectado a rede Internet, surge de maneira natural, em muitas empresas, a necessidade de criar um roteador para fazer a divisão entre as duas redes, uma a rede externa, onde normalmente rodam alguns serviços prestados, e a outra, a corporativa, onde estão os dados da própria empresa.

VPN com Linux

Linux ADSL HOWTO

http://www.rhapsodyk.net/adsl/HOWTO/

http://www.roaringpenguin.com/pppoe/

http://www.adsl-france.org/

http://www.italianwebspace.com/db/speciali/adsl/

http://think.atr.net/adsl.html

http://www.rad.com/networks/1997/adsl/AdslMainPage.htm

http://www.ihe.org.uk/adsl_faq.shtml

http://www.mot.com/SPS/MCTG/MDAD/adsl/adsl_articles.html

Monitorando a temperatura da CPU

Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

Fonte www.dicas-l.com.br


De vez em quando é bom monitorar a temperatura da CPU do seu computador. Isto pode ser feito facilmente com a definição de um alias, para não precisarmos memorizar os comandos:
  alias cputemp='sensors | grep Core'





Quando quisermos ver como anda a temperatura, basta digitar:
  $ cputemp
  Core 0:         +32.0°C  (high = +80.0°C, crit = +99.0°C)
  Core 1:         +32.0°C  (high = +80.0°C, crit = +99.0°C)
  Core 2:         +31.0°C  (high = +80.0°C, crit = +99.0°C)
  Core 3:         +34.0°C  (high = +80.0°C, crit = +99.0°C)


Este sistema possui um processador Intel I5, com quatro núcleos. Como podemos ver, é exibida a temperatura e os limites alto (high) e crítico (crit) que podem ser suportados pela CPU. Na média, a temperatura do meu sistema está por volta de 33°C. Se a temperatura chegar a 80°C ou mais, provavelmente há algum problema. Se chegar ao limite crítico, 99°C, é melhor desligar o seu computador pois possivelmente ele irá travar. Isto pode indicar um problema com a ventoinha do processador ou com a pasta térmica.

O aplicativo sensors faz parte do pacote lm-sensors. Para instalar em sistemas Debian GNU/Linux e derivados, digite:
  sudo apt-get install lm-sensors

Referência: Collection of Useful Bash Functions and Aliases

domingo, 8 de janeiro de 2017

Software Livre e de Código Aberto: uma questão de economia, não de política



Fonte : http://www.linuxmagazine.com.br/

Tradução
E. L. F. Mendes
Revisão
Rafael Peregrino da Silva


O Software de Código Aberto tem estado em destaque no Brasil por mais de dez anos. Durante esse tempo, o Hardware e Software Livre e de Código Aberto (FOSSH – Free and Open Source Software and Hardware) ficou associado ao PT (Partido dos Trabalhadores). Contudo, o uso de Software, Hardware e Cultura Open Source não é uma questão política, mas uma questão econômica que beneficia todo cidadão brasileiro, e portanto deveria ser adotado por todos os partidos políticos brasileiros. Este artigo vai delinear porque o FOSSH deve ser uma importante política de todos os partidos políticos brasileiros. Enquanto este texto aborda um problema atual específico do Brasil, ele pode ser usado em quase todos os países.
No artigo abaixo, o termo “usuário final” é o real usuário da solução, seja esse uso para negócios, educação ou no governo.


O povo brasileiro pode ganhar dinheiro com FOSSH




Uma ideia errada comum sobre FOSSH é que as pessoas não podem ganhar dinheiro com “Software Livre”. Na verdade, as pessoas podem ganhar dinheiro com FOSSH de todas as maneiras que elas podem ganhar dinheiro com software de código fechado. As pessoas podem ser pagas para criar o software, instalar o software, integrar o software, ensinar às pessoas como usar o software e criar soluções com o software. As pessoas podem até cobrar pelo próprio software, mas as diversas licenças do FOSSH tendem a limitar a quantia de dinheiro que pode ser cobrada diretamente pelo software.



Existe uma maneira que o povo brasileiro pode ganhar dinheiro com FOSSH que não é possível se usarem software proprietário de código fonte fechado, que é mudando o software FOSSH para atender às necessidades do usuário final. Para mudar o software, você precisa acessar o código fonte e no caso de software de código fechado, esse código é detido pelas empresas que o produzem, as quais normalmente não têm sede no Brasil e, dessa forma, não geram empregos para programadores brasileiros.


O FOSSH mantém o dinheiro no Brasil




Ao adquirir software criado por companhias de fora do Brasil, o dinheiro brasileiro deixa o Brasil, afetando diretamente a balança comercial.
O relatório da Business Software Alliance: “2016 BSA Global Software Survey” (Pesquisa Global de Software 2016 da BSA), publicado em maio de 2016 avalia que, no ano de 2015, 47% do software para desktop não eram licenciados, representando uma perda de valor de 1,77 bilhão de dólares americanos. Se este número for expandido para considerar o valor de todo software para desktop, o valor total seria de 3,77 bilhões de dólares americanos, com aproximadamente 2 bilhões de dólares americanos desse total sendo atualmente pagos por companhias brasileiras e indivíduos para usar software de desktop devidamente licenciado. Partindo do princípio de que a maioria desses softwares de desktop são produzidos fora do Brasil, isso significa que o Brasil está abrindo mão de um mercado de 3,7 bilhões de dólares americanos em favor de companhias fora do Brasil e ativamente remetendo 2 bilhões de dólares americanos para fora de suas fronteiras.
Observe que esses 2 bilhões de dólares americanos são apenas para os atuais softwares para desktop e não incluem softwares para servidor ou softwares usados para sistemas embarcados, telefones celulares ou outros softwares. Esses números também não incluem serviços adquiridos das empresas que fazem o software de código fechado.
Finalmente, o relatório também mostra que a quantidade de software não licenciado ao longo dos anos tem decrescido em porcentagem, de 56% em 2009 para 47% em 2015. Enquanto ninguém espera que essa porcentagem chegue a zero, tanto a porcentagem crescente de softwares licenciados (e pagos) quanto o crescente uso de software de código fonte fechado, significam que o valor total de fundos deixando o Brasil continua aumentando dramaticamente ano após ano.


FOSSH significa empregos locais para programadores locais




O uso de FOSSH para criar soluções para o usuário final significa que o dinheiro que teria sido gasto em royalties de software para países estrangeiros seria, em vez disto, gasto em empregos de programadores locais para alterar o software de modo a melhor atender às necessidades dos usuários finais.
Pressupondo-se apenas os 2 bilhões de dólares americanos enviados para fora do Brasil para software de desktop, isto poderia pagar a cada um dos 20.000 programadores brasileiros um salário de 100.000 dólares americanos por ano.
Todavia, temos que considerar que esses programadores comprariam alimentos no mercado local, teriam moradias locais e pagariam taxas locais. De posse desse dinheiro, as pessoas poderiam, então, precisar de mais software para administrar seus negócios, suas escolas e o governo, o que geraria ainda mais empregos de programação no país.
Além disso, se a maioria desses empregos de programação fossem identificados como sendo novos empregos, isso significaria um adicional de 20.000 pessoas empregadas, o que implica em uma diminuição no desemprego e em uma economia de fundos do governo.
Porém, uma vez que o dinheiro deixe o Brasil, as possibilidades de criação de empregos são reduzidas, se de fato ocorrerem.


Empresas brasileiras existentes podem ganhar dinheiro com FOSSH




Há muitas empresas que atualmente ganham dinheiro vendendo software proprietário de código fechado. Essas empresas podem ou não ser representantes licenciados das grandes companhias de software de código fonte fechada.
Essas empresas, com treinamento e competências apropriados, poderiam também ganhar dinheiro com produtos FOSSH e, em muitos casos, do mesmo modo que fazem atualmente com seu negócio de software de código fonte fechado.
O problema dessas empresas, é, claro, que elas construíram competências e reconheceram um valor em torno do seu (muito caro) conhecimento em software de código fonte fechado, e não querem investir nas habilidades em FOSSH que lhes permitiria abordar o mercado FOSSH.
A verdade é que o treinamento necessário para transformar bons programadores e bons profissionais de suporte de software de código fechado em programadores e profissionais de suporte de FOSSH não é assim tão grande, e muitas empresas e governos já treinaram seu pessoal para fazer uma mudança como essa em um período de tempo muito curto.


Melhores empregos locais significam menor “Fuga de Cérebros”




O Brasil fornece educação gratuita através de seu sistema de Universidades Federais e através de bolsas de estudo para alunos de universidades particulares (Prouni). Porém, depois que os estudantes se formam eles procuram empregos no Brasil. Muitos dos empregos interessantes em hardware e software para computadores estão no Vale do Silício, em Redmond (cidade localizada no Estado americano de Washington), Taiwan e Europa, pois essas regiões são incubadoras para a criação de hardware e software para computadores. Assim sendo, um grande número de bons funcionários deixam o Brasil por empregos “interessantes” nessas regiões geográficas.

O FOSSH significa que graduados podem conseguir empregos “interessantes” no Brasil. Trabalhar para melhorar o hardware e o software FOSSH para satisfazer plenamente às necessidades dos usuários finais significa que um engenheiro brasileiro poderia trabalhar em compiladores, sistemas operacionais, bancos de dados e em outros softwares complexos exatamente da mesma forma como se ele estivesse trabalhando no Vale do Silício ou em Redmond.


Menor “Fuga de Cérebros” significa mais negócios de alta tecnologia




Atrair companhias de alta tecnologia para o Brasil requer um grupo de engenheiros talentosos, treinados e pessoal de suporte técnico de forma que as companhias de alta tecnologia não tenham que “importar” esse pessoal para o Brasil. Se os melhores talentos do Brasil deixarem o Brasil por outros países, então essas companhias não vão encontrar o pessoal que elas precisam e eles tenderão a não abrir as instalações dentro do Brasil.
Bom técnicos de FOSSH tendem a ser fáceis de detectar, já que seu trabalho é feito de forma aberta e pode ser qualificado e quantificado facilmente. As companhias são mais facilmente convencidas a vir para o Brasil se houver uma comunidade de bons desenvolvedores de FOSSH.


FOSSH permite melhor educação




O uso de software e hardware de código fonte fechado na educação de estudantes os ensina apenas a usar o software e o hardware para resolver os problemas que eles já têm. Via de regra, os estudantes não conseguem ver como o software ou o hardware realmente resolve o problema. Os estudantes também não têm como participar ativamente na melhoria da solução de software ou hardware.
O FOSSH não apenas ensina os estudantes como usar os computadores para resolver seus problemas, mas lhes oferece a oportunidade de ver como o software e o hardware trabalham e também de participar de projetos para melhorar o software e o hardware.


FOSSH permite melhor Segurança Nacional




Nos últimos anos foi mostrado que várias agências nos Estados Unidos tem adulterado softwares e soluções de código fonte fechado para espionar várias pessoas, inclusive líderes do Brasil. Enquanto o software e o hardware não puderem ser auditados para encontrar armadilhas ou outros malwares, o Brasil estará à mercê de outros países.
Da mesma forma, o Brasil deveria ser capaz de inspecionar completamente o software, o firmware e o hardware que são utilizados em suas instalações militares, sua rede elétrica, seus sistemas telefônicos e todos os outros sistemas críticos. Isso não pode ser feito com o software proprietário de código fonte fechado, nem mesmo com os “serviços” oferecidos por certas dessas empresas de software.


FOSSH proporciona melhor segurança




Muitos estudos têm sido publicados questionando se o software de código fonte fechado é mais seguro do que FOSSH. Na realidade, nenhum tipo de código é realmente seguro. Sempre há algum tipo de problema, seja o código “aberto” ou “fechado”.
Todavia, erros de implementação em FOSSH tendem a ser corrigidos muito rapidamente, e a correção do código fonte é aplicável até se o hardware não for “homologado” ou o sistema de software estiver fora do período de garantia ou suporte.
Note que, apesar de dezenas de milhares de pessoas no Brasil continuarem a usar o Microsoft Windows XP, a Microsoft não o está corrigindo mais; assim falhas de segurança continuam sem correção para sempre.
Como o relatório da BSA (Business Software Alliance, citada acima) menciona, 47% do software para desktop PC não são licenciados e, dessa forma, não recebem correções de segurança a tempo (ou nunca). Isto deixa o software vulnerável a vírus, a ataques de Negação de Serviço (Denial of Service — DoS), além de também permitir que o software não corrigido seja usado como DoS “bots”. FOSSH é corrigido gratuitamente (não precisa nem de um “contrato de suporte”) e, portanto, tem menos chance de ser comprometido por longos períodos de tempo ou de ser usado como um “bot”.


O licenciamento de software proprietário é dispendioso e inflexível




O licenciamento padrão de muitos softwares de código fonte fechado (geralmente conhecido como “End User License Agreement” or “EULA”) realmente só permite que o usuário final use o software e não é transferível a um novo usuário. Isso significa que a maioria das instituições precisam ter funcionários que se certifiquem de que os computadores em suas instalações estejam devidamente licenciados. Isso tende a ser muito tedioso, demorado e caro.
A maioria dos EULAs não permitem que um novo usuário de computadores de segunda mão ou reciclados use o mesmo software que veio com o computador, mesmo que o dono anterior compre novas licenças para suas máquinas novas. Assim, ou o usuário da máquina de segunda mão pirateia o software (seja de propósito ou inocentemente) ou eles têm que comprar algumas cópias muito caras do software, assumindo que o novo software está disponível para as máquinas mais velhas.


FOSSH protege contra embargos




Software e Hardware não são mais um luxo para se governar um país. Um país do tamanho do Brasil deveria ser capaz de manter sua infraestrutura crítica por si próprio, ou em conjunto com aliados estratégicos.
Certos tipos de software para desktop são apenas desenvolvidos em um ou dois lugares do mundo. Se os países que controlam essas empresas decidirem criar um embargo econômico contra o Brasil, esse embargo prejudicaria a capacidade do Brasil de desempenhar seu papel de Estado em situações de suporte críticas. Exemplos dos efeitos de embargos podem ser vistos em Cuba e no Vietnã (antes de Bill Clinton derrubar o embargo contra o Vietnã).
FOSSH é desenvolvido ao redor do mundo, com o código fonte do software disponível em muitos servidores (incluindo servidores dentro do Brasil). Seria difícil para um país “embargar” FOSSH.
Da mesma forma, na era do terrorismo, a natureza distribuída do desenvolvimento de FOSSH confere uma melhor proteção à habilidade de continuar criando FOSSH, o que não acontece no caso de um ataque terrorista a uma empresa que projeta e produz software e hardware críticos.


FOSSH encoraja a inovação e a criatividade




Ao usar FOSSH em pesquisa, desenvolvimento e na criação de protótipos avançados, inovação e criatividade dão um salto à frente.
Ao usar software proprietário de código fonte fechado para inovar, uma empresa nascente precisa sacrificar recursos comprando software cuja funcionalidade poderia de outra forma ser “baixada” da internet como FOSSH.
Ferramentas de desenvolvimento, aplicativos de produtividade (“pacote office”), sistemas de gestão comercial (ERP), todos têm boas soluções em FOSSH que poderiam gerar uma economia de centenas de milhares de dólares americanos em gastos iniciais para uma empresa jovem.
Conforme a empresa desenvolve seu produto, ela pode perceber que é necessário contratar advogados para negociar contratos de software de código fonte fechado, o que toma tempo e custa dinheiro. As licenças de FOSSH são claras e flexíveis, oferecendo maior rapidez na “decisão” e custando menos dinheiro em negociações legais com empresas.
Muitas vezes, a solução criada pela empresa contribui apenas com uma pequena parte da funcionalidade total de uma solução maior, e depende de outras partes de funcionalidade que são FOSSH. Em vez de ter que desenvolver ou comprar esta funcionalidade comum, FOSSH pode simplesmente “ser usado”.


Software de código fonte fechado gratuito nunca é realmente grátis




Muitas vezes, empresas fornecerão licenças “gratuitas” para software de código fonte fechado para instituições educacionais, instituições governamentais ou outras organizações hierárquicas, de forma que essas instituições aceitarão as licenças e seus estudantes, funcionários ou clientes serão forçados a usá-los. As instituições acreditam que isso é bom, porque elas não têm que pagar pelo software.
Elas estão erradas. Elas ainda pagam pelo software de código fonte fechado de muitas maneiras.
A primeira maneira em que o software “grátis” tem um preço é quando os fornecedores dessas instituições precisam usar o mesmo software por questões de compatibilidade. Documentos de texto, planilhas e apresentações são “melhor compartilhados” quando os fornecedores ou clientes dessas instituições usam o mesmo software da instituição. O problema é que esses fornecedores e clientes não recebem os mesmos descontos ou licenças grátis como a instituição e, assim, eles têm que pagar pelo software que a instituição recebe “grátis”. Isso aumenta o preço dos bens e serviços vendidos para a instituição e, assim, a instituição acaba pagando pelo software devido ao maior custo desses bens e serviços. Empresas de computadores já entenderam e vêm tirando proveito disso há anos.
Com frequência, uma licença de software “grátis” com finalidade educacional não se estende para o uso desse código por estudantes para que eles desenvolvam trabalhos em grupo ou em suas lições de casa, forçando os estudantes a pagar por uma licença do software “grátis” de qualquer modo.
A segunda maneira em que o software e o hardware proprietários gratuitos não são realmente “grátis” é através da cobrança por serviços e atualizações. Muitas vezes uma instituição aceitará licenças “grátis” de software proprietário, para descobrir depois que precisarão pagar quantias enormes de dinheiro por upgrades do software em um ou dois anos.


FOSSH geralmente tem um melhor Retorno de Investimento (RDI)




Hoje o “Custo Total de Propriedade — TCO” do FOSSH mostrou ser aproximadamente igual às soluções de código fonte fechado. Enquanto o FOSSH tipicamente não tem um custo antecipado com royalties para uma empresa, o pessoal de suporte (administradores de sistemas, programadores etc.) que conhece FOSSH normalmente ganha um salário maior do que seus colegas de programas de código fonte fechado. Isso se deve tanto à escassez de pessoal de suporte a FOSSH (algo facilmente resolvido através de um programa de treinamento agressivo), mas também porque as competências desse tipo de profissional no desenvolvimento de soluções para clientes é geralmente maior do que o de seus colegas que trabalham com código de fonte fechada.
Ao permitir que empresas brasileiras adaptem o código fonte do FOSSH, a solução pode atender melhor às necessidades dos usuários brasileiros. Seja pela linguagem usada, ou a tradução da documentação, as unidades monetárias usadas na solução ou o modo de negociar, a competência para fazer mudanças necessárias no momento oportuno se torna uma habilidade do usuário final e não do fornecedor de software.
Tipicamente o FOSSH dá um melhor Retorno de Investimento (RDI) porque o software e o hardware são mais flexíveis e podem ser ajustados para melhor atender às necessidades do usuário final no cliente.


Resumo




Os argumentos apresentados neste artigo são todos aspectos econômicos, e não aspectos políticos. Cada uma das questões apresentadas devem ser apoiadas por qualquer partido político. Para ilustrar isto, qual político faria uma das declarações a seguir:


» Vamos mandar 3.7 bilhões de dólares americanos para fora do Brasil todo ano;


» Não vamos contratar programadores brasileiros para fazer nosso software atender às nossas necessidades. Em vez disso, vamos dar o dinheiro que nós poderíamos pagar ao povo brasileiro aos estrangeiros;


» Vamos comprar software de código de fonte fechada, pois assim a NSA (KGB, etc.) podem nos espionar;


» Vamos enviar nossos melhores programadores para o Vale do Silício e Redmond, onde há “empregos interessantes”;


» Vamos colocar o futuro de nossa computação nas mãos das empresas com sede em Redmond e no Vale do Silício;


» Vamos dizer ao mundo “Não venham para o Brasil para instalar empresas de Hi-Tech (Alta Tecnologia)”.



Naturalmente, nenhum político diria essas coisas, pois isso seria suicídio político, porém se os políticos pararem de apoiar o desenvolvimento de FOSSH no Brasil e simplesmente fizerem acordos gerais de licenciamento com grandes empresas estrangeiras de software proprietário (mesmo aquelas que afirmam “amar código de fonte aberta”) atrás de portas fechadas e sem a justificativa adequada, então esses políticos não estão ajudando seu país, e seu eleitorado tem todo o direito de questionar porque tais acordos gerais de licenciamento estão sendo feitos.
Decisões baseadas em política (e não em economia) devem ser lembradas pelos eleitores nas próximas eleições.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Macumba no vim





Colaboração: Sergio Araujo

Data de Publicação: 12 de dezembro de 2016

www.dicas-l.com.br

O título é sugestivo mas você vai entender e dar risada: Para listar todos os comandos de execução "ex comandos" no vim digite --> :exusage Acontece que a forma abreviada desse comando é nada menos que :exu

Aliás essa lista é bem longa e bastante útil, e a referência desta pequena dica veio do site: https://vimgifs.com/ uma pérola que descobri recentemente.

No site citado acima aprendi inúmeras coisas novas no vim, como por exemplo o comando :up que grava o arquivo somente se o mesmo sofreu alterações, diferentemente do comando :w que grava o arquivo sempre, independente de ele haver sofrido alterações ou não.


Sérgio Luiz Araújo Silva é um dos autores do "Nosso Livro do Vim [1] tendo contribuido também para o projeto inksscape Brasil [2]

  1.  

domingo, 2 de outubro de 2016

Baixe o curso de shell script do Julio Cezar Neves


Fonte linuxmagazine.com.br 

Publicado em 07/04/200


O famoso curso de shell script do Julio Cezar Neves está disponível para download. Dividido em fascículos, o curso foi publicado na Linux Magazine e pode ser copiado no próprio site da revista
Muita gente aprendeu a escrever shell scripts com os textos de Julio Cezar Neves. O curso escrito por ele e publicado na Linux Magazine está disponível para download, dividido em onze partes:



Parte I: Conceitos básicos

Parte II: Catálogo de CDs

Parte III: Manipulação de strings

Parte IV: Estruturas condicionais

Parte V: Estruturas de laço (loop)

Parte VI: mais loops

Parte VII: Formatar saída

Parte VIII: Escrevendo funções

Parte IX: Strings e variáveis

Parte X: Expressões e uso de parâmetros

Parte final: Pipes e sincronização entre processos

sábado, 1 de outubro de 2016

Linux Virtual Memory Management e lentidão ao copiar arquivos grandes para mídia lenta



Colaboração: Dorian Bolivar

Data de Publicação: 27 de setembro de 2016

www.dicas-l.com.br

Se você usa Linux, alguma vez já notou uma lentidão extrema - a ponto de algumas vezes deixar o sistema irresponsivo - ao copiar arquivos grandes, de alguns gigabytes, para mídias lentas, como pendrives USB (especialmente aqueles "genéricos", que oferecem baixa performance)? Se o seu computador é 64 bits e tem bastante memória RAM (8 GB ou mais), muito provavelmente já notou isso. Tanto é que até o Linus Torvalds já abordou esse problema [1], há alguns anos atrás; mesmo assim, ainda não há uma solução definitiva, mas existem tunings do subsistema de Virtual Memory do kernel do Linux que minimizam esse problema.

Antes de continuar, é preciso entender um pouco sobre alguns conceitos do gerenciamento de memória do Linux. Não vou entrar em muitos detalhes, pois este não é um artigo acadêmico, mas no final colocarei algumas referências para quem quiser se aprofundar mais. Um primeiro conceito que deve ficar claro é: o Linux trabalha por padrão com buffered I/O. De forma simplificada, isso significa que as operações de escrita simplesmente copiam os dados para a memória RAM [2], e depois, em background, o kernel vai fazendo a escrita em si (flush) no dispositivo destino. Dado isto, entra o segundo conceito: dirty memory, que é justamente essa informação que está temporariamente na memória RAM, esperando ser escrita em um dispositivo de armazenamento.

Acontece que, quando copiamos muitos dados para uma mídia lenta, há um problema de bufferbloat, em que a fila de I/O requests fica gigantesca. Isso acarreta toda a lentidão, já que outras operações de I/O são também afetadas, além de outros efeitos colaterais. Dentre as alternativas propostas para minimizar este problema, as mais simples envolvem ajustar os parâmetros relacionados à dirty memory do subsistema de Virtual Memory do kernel [3][4]. O objetivo é deixar a fila menor, definindo um threshold mais agressivo para o flush da dirty memory para o dispositivo (o daemon que controla isso é o pdflush, para quem quiser se aprofundar).
1. Procedimentos

Antes de experimentar os ajustes em questão, convém monitorar o seu sistema durante uma simulação, a fim de confirmar o problema. O sintoma mais óbvio é a lentidão, mas se você quiser ir mais a fundo, pode monitorar a quantidade de dirty memory com o seguinte comando:
  watch -n1 grep -e Dirty: /proc/meminfo


Enquanto monitora, copie um arquivo grande, de alguns gigabytes, para um pendrive (não vale aquele pendrive USB 3.0 de última geração, hein?). Observe a dirty memory aumentar assustadoramente, para alguns GBs, até que o pdflush entra em ação e começa a escrever os dados no dispositivo.

Percebeu que, aparentemente, a cópia rapidamente deu-se como concluída, mas na prática ela estava longe de terminar? Daí a importância de não remover o pendrive sem ejetar antes: podem haver muitos dados pendentes de escrita em background, e a operação de ejeção só vai concluir após eles estarem devidamente gravados.

Agora, vamos ao tuning: os parâmetros importantes aqui sãovm.dirty_background_bytes, vm.dirty_background_ratio,vm.dirty_bytes e vm.dirty_ratio. Na documentação do kernel você encontra uma explicação detalhada do que cada parâmetro faz [5], mas pelos nomes já dá para ter uma ideia. Só há um detalhe: os parâmetros com "bytes" e "ratio" são mutuamente exclusivos, ou seja, ajustando um, o outro automaticamente é desabilitado (ficando com valor 0). No meu sistema, os valores default são:
  vm.dirty_background_bytes = 0
  vm.dirty_background_ratio = 20
  vm.dirty_bytes = 0
  vm.dirty_ratio = 50
Perceba que até 50% da memória RAM total pode ser dirty! Vamos então ajustar os parâmetros para uma das recomendações, e ver o que acontece, repetindo a simulação:
  sysctl -w vm.dirty_background_bytes=16777216
  sysctl -w vm.dirty_bytes=50331648
  watch -n1 grep -e Dirty: /proc/meminfo
  (repetir cópia do arquivo)


Bem diferente, não é? Sem contar que agora o indicador de progresso da cópia é mais confiável.

Outra opção, que dá resultados similares mas trabalha com percentuais da memória RAM, ao invés de valores absolutos em bytes, é:
  sysctl -w vm.dirty_background_ratio=5
  sysctl -w vm.dirty_ratio=10

2. Conclusão


Tal situação de bufferbloat é mais usual em desktops, onde é comum realizar a cópia de arquivos grandes para pendrives lentos, mas é também possível de acontecer, com cenários alternativos, em servidores, sendo importante conhecer o problema, a solução, e o que está por trás dela. Claro que os valores sugeridos no tuning são, como disse, recomendações; o ideal para o seu caso pode variar.

O que acho mais interessante em solucionar esses problemas é que, quando queremos ir além do básico, além da receita de bolo, aprendemos muito. Espero que também tenha sido sua percepção, e se quiser ir ainda além, é só explorar as referências.
3. Referências
http://yarchive.net/comp/linux/dirty_limits.html
http://lwn.net/Articles/682582/
http://unix.stackexchange.com/questions/107703/why-is-my-pc-freezing-while-im-copying-a-file-to-a-pendrive/107722#107722
http://askubuntu.com/questions/397249/system-freezes-unresponsive-unusable-when-copying-large-file-to-usb
https://www.kernel.org/doc/Documentation/sysctl/vm.txt
4. Sobre o autor

Dorian Bolivar é Engenheiro de Sistemas especialista em Linux, com mais de 15 anos de experiência na área. Trabalha gerenciando diariamente centenas de servidores Linux. Visite o website:http://www.dorianbolivar.com.

sábado, 17 de setembro de 2016

Como configurar o seu sistema para melhor uso de discos SSD




Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

Data de Publicação: 07 de setembro de 2016

Finalmente, você colocou um disco SSD em seu computador e ele retornou à vida. Mas não se trata apenas de colocar o disco no seu sistema, para obter o melhor rendimento é preciso fazer mais alguns ajustes.
Escolha do sistema de arquivos

A escolha do sistema de arquivos é fundamental. No momento o melhor é escolher o formato ext4. É o mais estável e também o mais usado, e oferece suporte ao comando trim(*)
Opções de montagem

As partições usadas pelo seu sistema são definidas no arquivo/etc/fstab. Na definição das partições localizadas no seu disco SSD adicione as opções discard e noatime. A opção discard permite que o comando trim seja usado, o que aumenta o desempenho e a duração do seu disco SSD. A opção noatime informa ao sistema de arquivos para não registrar o tempo de último acesso aos arquivos, mas apenas a data de modificação. Esta opção reduz o número de gravações no disco e consequentemente aumenta também a sua duração. Considerando-se que qualquer comando que você emitir como ls, find, e outros, alteram esta informação, visto que o arquivo foi acessado, na verdade não representam nenhum impacto sério e você estará ganhando e muito em desempenho e durabilidade de seu equipamento.

Caso você note que alguns programas não estão funcionando bem, você pode modificar o parâmetro noatime para relatime. Este parâmetro faz com que a data de último acesso aos arquivos seja igual ao valor da data da última modificação, e tudo isto é feito na mesma operação de gravação.

No meu sistema, a linha em que é montado o disco SSD está assim:
  UUID=e613456f-3765-4653-b071-971f7b873f95 / ext4 discard,noatime,errors=remount-ro 0 1

Não aloque a partição swap no disco SSD

De forma resumida, quanto menos operações de gravação você tiver no disco SSD maior será a sua durabilidade. Dependendo da capacidade de memória e dos processadores de seu sistema, pode ser que a partição swap seja utilizada muito raramente. É verdade também que se o seu sistema fizer uso mais frequente do swap, você pode ter um bom ganho de desempenho, ao custo de encurtar a vida útil do disco.

Uma alternativa é alocar a partição swap no disco SSD mas desabilitar a hibernação, visto que a processo de hibernação de uma máquina gera um grande número de operações de leitura e gravação.

E ainda outros, instalam o sistema sem a partição swap. Com a quantidade de memória dos sistemas mais modernos, a partição swap tende a cair no esquecimento. Neste exato momento, em meu computador de meia idade, o uso da partição swap é zero. E tem mais, se você não tem uma partição swap o seu sistema não consegue hibernar, visto que este processo utiliza o swap.

(*) O TRIM é um comando que é enviado ao SSD e informa as páginas ou blocos que podem ser marcadas como inválidas. Páginas inválidas são aquelas que armazenam arquivos já apagados pelo usuário. Essas páginas inválidas passarão pelo processo chamado de "coleta de lixo", que todo SSD realiza.