sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Unicamp - Estão abertas as inscrições para o curso de aperfeiçoamento em mineração de dados complexos
Por Zanoni Dias
Data de Publicação: 23 de Novembro de 2017
Estão abertas as inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento em Mineração de Dados Complexos, a ser realizado no Instituto de Computação da Unicamp em 2018.
O curso explorará os principais métodos de Análise de Dados, Recuperação de Informação, Mineração de Dados, Visualização de Informação, tratamento de grandes volumes de dados (Big Data), além das mais modernas técnicas de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (inclusive Deep Learning).
Mais informações
Por favor, ajudem a divulgar o curso repassando esta mensagem para os seus contatos, e também compartilhando nossos posts nas redes sociais:
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Android não é Linux
Colaboração: Anahuac de Paula Gil
Data de Publicação: 30 de agosto de 2017
Linux é um kernel. O nome do sistema operacional é Android.
Sei que essa discussão é repetitiva e, provavelmente você já ouviu, leu ou até mesmo participou de alguma discussão sobre esse assunto. Mas pense um pouco: se é repetitivo é porque não há consenso. Então me dê uma chance de contar essa história.
O Google criou um sistema operacional livre chamado Android. No início eles não tinham um kernel livre, então usavam um proprietário enquanto se concentraram em todo o resto: sistema de arquivos, shell, editor de texto, compiladores, interface gráfica e muito mais.
Um dia alguém sugeriu o uso do kernel Linux, que permitia ser adaptado para a plataforma de hardware que o Google usava, estava licenciado por GPL e tinha um ótimo desempenho. Os testes foram um sucesso tão grande que eles logo decidiram rebatizar o sistema operacional de Android/Linux. Agradeceram demais ao Linus Torvalds e o mundo todo ficou sabendo.
A medida que o Android/Linux foi se tornando popular a fama de Linus também. Diversos ativistas e usuários entusiasmados começaram a chamar o SO apenas de Linux, porque era mais fácil e bonito. O Google fez campanhas educativas, tentou explicar que não seria correto eliminar o nome Android, afinal de contas eles tinham criado o sistema operacional. Não adiantou nada: os usuários mais fanáticos decidiram. acusaram o Google de interferir na liberdade de escolha do nome e Linus fez um depoimento emocionado onde disse: "As pessoas devem ter a liberdade de chamar o sistema operacional como bem quiserem. Eu chamo de Linux e acho que é absurdo e ridículo que queiram forçar as pessoas a chamá-lo de Android/Linux."
A Linux Foundation decidiu incorporar softwares não livres ao kernel linux para torná-lo mais compatível com os dispositivos disponíveis. Assim o Linux seria ainda mais popular. Deu certo: o Linux agora é o sistema operacional mais usado no mundo, pois está presente em mas de 86% de todos os smartphones do mundo.
É claro que o Google tentou reagir várias vezes, mas falhou. Foi acusado de xiita, de radical e de anti capitalista. Entretanto o argumento mais emblemático é que o se fosse para chamar o sistema operacional de Android/Linux, então seria muito mais justo chamá-lo de Android/Chrome/Maps/Waze/Hangout/Linux.
O que tinha começado como um projeto de software livre chamado Android, conquistou o planeta conhecido como Linux e contém tanto software privativos que nem é mais software livre.
É claro que o kernel é uma parte vital de um sistema operacional, mas a interface gráfica, o sistema de arquivos, o navegador e o editor de textos também são. O sistema operacional é a soma de todos seus componentes e não apenas o de um ou dois mais importantes.
O mercado gosta de determinados nomes e os usa para identificar objetos, definir conceitos e até mesmo para estigmatizar pessoas. Hacker como sinônimo de criminoso cibernético e Gilette para lâmina de barbear, são alguns exemplos. Seja por pressão financeira, campanhas de marketing ou interesses sócio-políticos, sempre há uma razão por trás disso.
Os criadores originais do Android estão convencidos que remover o nome Android é uma estratégia para remover a importância da liberdade do software da cena. Dizendo apenas Linux e mostrando apenas o pinguim, não se passa o recado da liberdade do software para o mercado.
...
É claro que você não chama o Android de Linux. É claro que você deve achar essa história um absurdo.
Então saiba que quase tudo que descrevi acima é verdade. E você ajuda a perpetuar o absurdo sempre que se refere a qualquer sistema operacional como Linux.
O nome do sistema operacional livre ou não - Ubuntu, Trisquel, Fedora, Parabola, openSuse, Ututo, Debian - é GNU. Ele foi criado em 1983 por Richard Stallman, que incorporou o kernel Linux em 1992.
Se você acha que as liberdades do software são fundamentais e quer ajudar o Movimento Software Livre de verdade, nunca mais diga que o sistema operacional é linux ou que uma distribuição é linux. É tão absurdo quanto chamar o Android de linux.
Lembre-se: o nome do sistema operacional é GNU.
Saudações Livres!
Me encontre no grupo #ultraGNU do https://riot.im
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Raspberry p3 sem audio HDMI slackware-arm
Semana passada resolvi m e aventurar na arquitetura ARM e como muitos novatos esbarrei em um problema comum... ausência de de audio tanto no HDMI como no jack.
Após "gugglar" por dias, parecia que nenhuma das opções resolvia o problema, até que achei um post que finalmente passou a informação correta =)
Em /boot/config.txt, colar as seguintes linhas.
dtparam=audio=on
hdmi_drive=2
Após "gugglar" por dias, parecia que nenhuma das opções resolvia o problema, até que achei um post que finalmente passou a informação correta =)
Em /boot/config.txt, colar as seguintes linhas.
dtparam=audio=on
hdmi_drive=2
Após reiniciar, tudo funcionou perfeitamente =)
sábado, 22 de abril de 2017
Congelar o HD para recuperar os dados - Mito ou Realidade
Fonte www.dicas-l.com.br
Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida
Data de Publicação: 29 de agosto de 2012
Uma história que circula há muitos anos na Internet é que, congelando o seu disco rígido defeituoso, você consegue dar uma nova vida a ele por alguns minutos, o que lhe permitirá recuperar os dados, parcial ou totalmente.
Ao que tudo indica, a técnica funciona mesmo. O Augusto Campos, do Br-Linux.org relatou um caso de sucesso em um artigo que escreveu para a revista Linux Magazine. Não consegui localizar o artigo original, mas que ele existe, existe.
Recentemente li mais um artigo a respeito, chamado Freeze your hard drive to recover data: Myth or reality?.
Reproduzo a seguir, em tradução livre, o conteúdo deste artigo.
Freeze your hard drive to recover data: Myth or reality?
Cerca de 2 semanas atrás, escrevi um artigo, que foi bastante popular, sobre a recuperação do disco rígido (recebi cerca de 20.000 visitas). O artigo abordou algumas soluções para ajudar na recuperação de um disco rígido defeituoso. Enquanto estava pesquisando para escrever este artigo, descobri algumas histórias de pessoas que colocavam o seu disco no freezer para dar-lhe uma vida adicional por um tempo suficiente para recuperar seus dados. Acho que, ao fazer isto, alguns componentes de metal do disco rígido se contraem, colocando de volta no lugar peças defeituosas, viabilizando que tudo volte a funcionar por mais alguns minutos.
O que vocês acham? Mito ou realidade? Parece que um monte de gente concorda que esta solução realmente funciona, então eu decidi testá-la com um disco rígido antigo Maxtor que havia pifado algumas semanas atrás. O HD não contém dados importantes, de modo que perder o disco realmente não seria um problema.
Antes de colocá-lo no congelador, a unidade estava fazendo um barulho estranho (cliques) e o computador exibia esta mensagem:
Primary hard drive 0 not found, strike F1 to retry boot, F2 to run the setup utility
Em seguida, coloquei-o no freezer e esperei por uma hora.
Bem, pelo menos o disco rígido girou por cerca de 2 minutos antes de pifar novamente. Talvez isso não seja o suficiente para me deixar recuperar os dados, mas funcionou por algum tempo. :)
Observação: Um dia depois, coloquei o disco rígido de volta no congelador por 24 horas. Desta vez, o disco funcionou por mais 20 minutos.
Se você não quer correr o risco de perder dados e se você tem medo de tentar fazer isso, é melhor usar os serviços de especialistas.
Fonte do original em inglês: Freeze your hard drive to recover data: Myth or reality?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Escrevendo scripts de backup
Colaboração: Carlos E. Morimoto
Durante a década de 70, vários utilitários foram desenvolvidos para fazer backup de arquivos armazenados em servidores Unix. Os computadores da época eram muito limitados, por isso os utilitários precisavam ser simples e eficientes, e deveriam existir meios de agendar os backups para horários de pouco uso das máquinas.
Sugiram então utilitários como o tar e o gzip e mais tarde ferramentas como o rsync. Estes utilitários eram tão eficientes que continuaram sendo usados ao longo do tempo. Por incrível que possa parecer, são usados sem grandes modificações até os dias hoje.
Naturalmente, existem muitos utilitários amigáveis de backup, como o Amanda (para servidores) e o Konserve (um utilitários mais simples, voltado para usuários domésticos). Mas, internamente, eles continuam utilizando como base o o dump, tar, gzip e outros trigenários.
Mais incrível ainda, é que estes utilitários possuem uma penetração relativamente pequena. A maior parte dos backups ainda são feitos através de scripts personalizados, escritos pelo próprio administrador. E, novamente, estes scripts utilizam o tar, gzip, rsync e outros.
É justamente sobre estes scripts personalizados que vou falar aqui. Vamos começar com alguns exemplos simples:
Para compactar o conteúdo de uma pasta, usamos o tar combinado com o gzip ou bzip2. O tar agrupa os arquivos e o gzip os compacta. Os arquivos compactados com o gzip usam por padrão a extensão "tar.gz", enquanto os compactados com o bzip2 usam a extensão "tar.bz2". O bzip2 é mais eficiente, chega a obter 10% ou mais de compressão adicional, mas em compensação é bem mais pesado: demora cerca de 3 vezes mais para compactar os mesmos arquivos. Você escolhe entre um e outro de acordo com a tarefa.
O comando para compactar uma parta é similar ao "tar -zxvf" que usamos para descompactar arquivos. Para compactar a pasta "arquivos/", criando o arquivo "arquivos.tar.gz", o comando seria:
$ tar -zcvf arquivos.tar.gz arquivos/
O "c" indica que o tar deve criar um novo arquivo e o "v" faz com que exiba informações na tela enquanto trabalha. Se preferir comprimir em bz2, muda apenas a primeira letra; a invés de "z" usamos "j":
$ tar -jcvf arquivos.tar.bz2 arquivos/
Estes comandos seriam ideais para fazer um backup completo, de uma ou várias pastas do sistema, gerando um arquivo compactado que poderia ser armazenado num HD externo, gravado num DVD ou mesmo transferido via rede para outro servidor.
Imagine agora um outro cenário, onde você precisa fazer backup dos arquivos de uma pasta de trabalho diariamente. Os arquivos gerados não são muito grandes e você tem muito espaço disponível, mas é necessário que os backups diários feitos em arquivos separados e sejam guardados por um certo período, de forma que seja possível recuperar um arquivo qualquer a partir da data.
Ao invés de ficar renomeando os arquivos, você poderia usar um pequeno script para que os arquivos fossem gerados já com a data e hora incluída no nome do arquivo:
DATA=`date +%Y-%m-%d-%H.%M`
cd /mnt/backup
tar -zcvf trabalho-"$DATA".tar.gz /mnt/hda6/trabalho/
A primeira linha do script cria uma variável "DATA", contendo o resultado do comando " date +%Y-%m-%d-%H.%M". O comando date retorna a data e hora atual, como em "Sex Set 16 12:36:06 BRST 2005". A saída padrão dele não é muito adequada para usar em nomes de arquivos, por isso usamos as opções para alterar o formato de saída, de forma que o resultado seja "2005-09-16-12.37" (ano, mês, dia, hora, minuto, segundo). Usamos este valor no nome do arquivo com o backup, de forma que cada vez que você chame o script, seja gerado um arquivo com a data e hora em que foi gerado, sem a possibilidade de dois arquivos saírem com o mesmo nome.
O próximo passo é fazer com que este script de backup seja executado diariamente de forma automática, o que pode ser feito usando o cron.
Em primeiro lugar, salve os comandos num arquivo de texto, que vamos chamar de "backup.sh" e transforme-o num executável usando o comando "chmod +x backup.sh".
Para que ele seja executado automaticamente todos os dias, copie-o para dentro da pasta "/etc/cron.daily" e certifique-se que o serviço "cron" esteja ativo:
# cp -a backup-sh /etc/cron.daily # /etc/init.d/cron start
Se preferir que o script seja executado apenas uma vez por semana, ou mesmo uma vez por hora, use as pastas "/etc/cron.weekly" ou a "/etc/cron.hourly". Por padrão, os scripts dentro da pasta "/etc/cron.daily" são executados pouco depois das 6 da manhã (o horário exato varia de acordo com a distribuição), para alterar o horário, edite o arquivo "/etc/crontab", alterando a linha:
25 6 * * * root test -x /usr/sbin/anacron || run-parts --report /etc/cron.daily
O "25 6" indica o minuto e a hora. Se quiser que o script seja executado às 11 da noite, por exemplo, mude para "00 23".
Neste exemplo usei a pasta "/mnt/backup" para salvar os arquivos. Esta pasta pode ser o ponto de montagem de um HD externo ou de um compartilhamento de rede por exemplo. O seu script pode conter os comandos necessários para montar e desmontar a pasta automaticamente.
Imagine, por exemplo, que o backup é sempre feito na primeira partição de um HD externo, ligado na porta USB, que é sempre detectada pelo sistema como "/dev/sda1". O script deve ser capaz de montar a partição, gravar o arquivo de backup e depois desmontá-la. Se por acaso o HD não estiver plugado, o script deve abortar o procedimento. Para isso precisamos verificar se o HD realmente foi montado depois de executar o comando "mount /dev/sda1 /mnt/sda1". Existem muitas formas de fazer isso, uma simples é simplesmente filtrar a saída do comando "mount" (que mostra todos os dispositivos montados) usando o grep para ver se o "/mnt/sda1" aparece na lista. Se não estiver, o script termina, caso esteja ele continua, executando os comandos de backup:
mount /dev/sda1 /mnt/sda1
montado=`mount | grep /mnt/sda1`
if [ -z "$montado" ]; then
exit 1
else
DATA=`date +%Y-%m-%d-%H.%M`
cd /mnt/backup
tar -zcvf trabalho-"$DATA".tar.gz /mnt/hda6/trabalho/
umount /mnt/sda1
fi
A partir daí, sempre que você deixar o HD externo plugado no final do expediente, o backup é feito e estará pronto no outro dia. Se esquecer de plugar o HD num dia, o script percebe e não faz nada.
Se preferir que o script grave o backup num DVD, ao invés de simplesmente salvar numa pasta, você pode usar o "growisofs" para gravá-lo no DVD. Neste caso, vamos gerar o arquivo numa pasta temporária e deletá-lo depois da gravação:
DATA=`date +%Y-%m-%d-%H.%M` rm -rf /tmp/backup; mkdir /tmp/backup; cd /tmp/backup tar -zcvf trabalho-"$DATA".tar.gz /mnt/hda6/trabalho/ growisofs -speed=2 -Z /dev/dvd -R -J /tmp/backup/trabalho-"$DATA".tar.gz rm -rf /tmp/backup
O "-speed=2" permite que você especifique a velocidade de gravação do DVD, o "-Z" cria uma nova seção no DVD, é possível usar o mesmo disco para gravar vários backups (se o espaço permitir) usando a opção "-M" a partir da segunda gravação, que adiciona novas seções no DVD, até que o espaço se acabe.
O "/dev/dvd" indica o dispositivo do drive de DVD. A maioria das distribuições cria o link /dev/dvd apontando para o dispositivo correto, mas, em caso de problemas, você pode indicar diretamente o dispositivo correto, como, por exemplo, "/dev/hdc". As opções "-R -J" adicionam suporte às extensões RockRidge e Joilet.
Se o cron for configurado para executar o script todos os dias, você só precisará se preocupar em deixar o DVD no drive antes de sair.
Outro grande aliado na hora de programar backups é o rsync. Ele permite sincronizar o conteúdo de duas pastas, transferindo apenas as modificações. Ele não trabalha apenas comparando arquivo por arquivo, mas também comparando o conteúdo de cada um. Se apenas uma pequena parte do arquivo foi alterada, o rsync transferirá apenas ela, sem copiar novamente todo o arquivo.
Ele é uma forma simples de fazer backups incrementais, de grandes quantidades de arquivos, ou mesmo partições inteiras, mantendo uma única cópia atualizada de tudo num HD externo ou num servidor remoto. Este backup incremental pode ser atualizado todo dia e complementado por um backup completo (para o caso de um desastre acontecer), feito uma vez por semana ou uma vez por mês.
Para instalar o rsync, procure pelo pacote "rsync" no gerenciador de pacotes. No Debian instale com um "apt-get install rsync" e no Mandriva com um "urpmi rsync".
Para fazer um backup local, basta informar a pasta de origem e a pasta de destino, para onde os arquivos serão copiados:
$ rsync -av /mnt/hda6/trabalho /mnt/backup/
A opção "-a" (archive) faz com que todas as permissões e atributos dos arquivos sejam mantidos, da mesma forma que ao criar os arquivos com o tar e o "v" (verbose) mostra o progresso na tela.
A cópia inicial vai demorar um pouco, mais do que demoraria uma cópia simples dos arquivos. Mas, a partir da segunda vez a operação será muito mais rápida.
Note que neste comando estamos copiando a pasta "trabalho" recursivamente para dentro da "/mnt/backup", de forma que seja criada a pasta "/mnt/backup/trabalho". Adicionando uma barra, como em "/mnt/hda6/trabalho/", o rsync copiaria o conteúdo interno da pasta diretamente para dentro da "/mnt/backup".
Se algum desastre acontecer e você precisar recuperar os dados, basta inverter a ordem das pastas no comando, como em:
$ rsync -av /mnt/backup/trabalho /mnt/hda6/trabalho/
O rsync pode ser também usado remotamente. Originalmente ele não utiliza nenhum tipo de criptografia, o que faz com que ele não seja muito adequado para backups via Internet. Mas, este problema pode ser resolvido com a ajuda do SSH, que pode ser utilizado como meio de transporte. Não é a toa que o SSH é chamado de canivete suíço, ele realmente faz de tudo.
Neste caso o comando ficaria um pouco mais complexo:
$ rsync -av --rsh="ssh -C -l tux" /mnt/hda6/trabalho \ tux@192.168.0.1:/mnt/backup/
Veja que foi adicionado um parâmetro adicional, o --rsh="ssh -C -l tux", que orienta o rsync a utilizar o SSH como meio de transporte. O "-C" orienta o SSH a comprimir todos os dados (economizando banda da rede) e a se conectar ao servidor remoto usando o login tux (-l tux). Naturalmente, para que o comando funcione é preciso que o servidor esteja com o SSH habilitado, e você tenha um login de acesso.
Em seguida vem a pasta local com os arquivos, o endereço IP (ou domínio) do servidor e a pasta (do servidor) para onde vão os arquivos.
Para recuperar o backup, basta novamente inverter a ordem do comando, como em:
$ rsync -av --rsh="ssh -C -l tux" tux@192.168.0.1:/mnt/backup/ \ mnt/hda6/trabalho
Originalmente, você vai precisar fornecer a senha de acesso ao servidor cada vez que executar o comando. Ao usar o comando dentro do script de backup, você pode gerar uma chave de autenticação, tornando o login automático. Esta opção é menos segura, pois caso alguém consiga copiar a chave (o arquivo .ssh/id_rsa dentro no home do usuário), poderá ganhar acesso ao servidor.
De qualquer forma, para usar este recurso, rode o comando "ssh-keygen -t rsa" (que gera a chave de autenticação) usando o login do usuário que executará o script de backup, deixando a passprase em branco. Em seguida, copie-o para o servidor, usando o comando:
$ ssh-copy-id -i ~/.ssh/id_rsa.pub tux@192.168.0.1
A partir daí, o script de backup pode ser executado diretamente, através do cron, pois não será mais solicitada a senha.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
MaruOS: O fim da era PC
O sistema operacional convergente tornou-se realidade com excelente desempenho em celulares Android. O projeto MaruOS promete o que muitos não conseguiram concluir até agora, tornar um celular
A era dos PCs está chegando ao fim
July 14, 2015
http://www.onoffre.com
As consultorias Gartner e IDC mostraram no começo dessa semana números alarmantes para a indústria de computadores do mundo todo. Segundo os relatórios, a venda de computadores e notebooks caiu entre 9.5% a 11.8%. A única empresa a demonstrar crescimento anual foi a Apple, com aumento de 16,1%. Mas dentro dos Estados Unidos, o principal mercado consumidor de tecnologia do mundo, até mesmo a empresa de Cupertino está enfrentando um declínio de 2.5%. Os indicativos parecem confirmar que o reinado dos computadores de mesa está chegando ao fim. Segundo a Gartner, o declínio aconteceu pela valorização do Dólar fora dos Estados Unidos e pela falta de um lançamento para estimular a troca. Além disso, os lojistas estão esperando pelo lançamento do próximo sistema operacional da Microsoft, o Windows 10, para comprarem novos estoques.
Mas ainda que esses motivos expliquem o declínio no último ano, a indústria de computadores está passando por um decaimento geral, em um movimento é conhecido como “A Era Pós-PC”. O termo ganhou força após a entrevista de Steve Jobs na conferência D8, em 2010, na qual o então CEO da Apple estimou que existiria um device que substituiria o PC no futuro e que este último seria um produto de nicho, usado somente por algumas pessoas, como caminhões. Desde então, tem se especulado muito sobre qual seria a tecnologia que iria encerrar o domínio dos computadores de uma vez por todas.
Por algum tempo, pensara-se que essa tecnologia seria a dos tablets. Capitaneados pelo iPad, os tablets tiveram um crescimento explosivo por permitirem uma mobilidade inédita em um aparelho com recursos e possibilidades mais avançadas do que um Smartphone. Mas até mesmo a venda dos tablets está em declínio.
A Onoffre acredita que não basta uma tecnologia para explicar a queda da participação dos computadores na vida das pessoas, mas sim uma conjuntura de fatores. Estamos presenciando uma mudança profunda no relacionamento com a tecnologia. O advento e a normalização do mobile, a expansão do acesso a internet e uma série de novas tecnologias, tais como Realidade Virtual, Big Data e Inteligência Artificial estão tornando a tecnologia mais ubíqua em nossa rotina. Não enxergamos mais a separação entre os mundos online & offline. O computador de mesa, nesse sentido, é um dos grandes marcos dessa separação. Para usá-lo, é necessário estar sentado, parado, com uma conexão fixa à internet. Tanto que antigamente costumávamos dizer “vou entrar na internet” como um sinônimo de uso do computador.
O futuro está se desenhando com tecnologias baseadas na nuvem e aplicações que são ativadas via internet, reduzindo ainda mais o espaço que hoje é ocupado por sistemas de armazenamento locais, como HDs. O crescimento exponencial da Internet das Coisas é mais um indicativo de um futuro em que tudo estará conectado e conversando entre si.
Toda essa mudança será mais suave para os usuários comuns, que irão se adaptar às novas tecnologias gradualmente e com mais naturalidade. Para os negócios, contudo, a extinção dos computadores e a retração de toda uma indústria irá obrigar a revisão de modelos de negócios, produtos e serviços. E, como tudo no mundo da tecnologia, as mudanças serão cada vez mais rápidas e drásticas a medida em que o tempo passa. Empresas que não estão se preparando para essa nova fase correrão o sério risco de serem extintas, enquanto outras poderão ter sérios lucros aproveitando as novas oportunidades que virão. Um bom exemplo é a Intel, que viu seus lucros diminuírem em mais de um bilhão de dólares em apenas alguns meses, e o Google, que hoje gasta mais do que a Intel em infra-estrutura de rede e serviços e tem o dobro do valor de mercado.
Você e sua empresa já sabem como criar estratégias para se adequar a era Pós-PC? A Onoffre pode ajudar. Entre em contato conosco e venha tomar um café!
Mas ainda que esses motivos expliquem o declínio no último ano, a indústria de computadores está passando por um decaimento geral, em um movimento é conhecido como “A Era Pós-PC”. O termo ganhou força após a entrevista de Steve Jobs na conferência D8, em 2010, na qual o então CEO da Apple estimou que existiria um device que substituiria o PC no futuro e que este último seria um produto de nicho, usado somente por algumas pessoas, como caminhões. Desde então, tem se especulado muito sobre qual seria a tecnologia que iria encerrar o domínio dos computadores de uma vez por todas.
Por algum tempo, pensara-se que essa tecnologia seria a dos tablets. Capitaneados pelo iPad, os tablets tiveram um crescimento explosivo por permitirem uma mobilidade inédita em um aparelho com recursos e possibilidades mais avançadas do que um Smartphone. Mas até mesmo a venda dos tablets está em declínio.
A Onoffre acredita que não basta uma tecnologia para explicar a queda da participação dos computadores na vida das pessoas, mas sim uma conjuntura de fatores. Estamos presenciando uma mudança profunda no relacionamento com a tecnologia. O advento e a normalização do mobile, a expansão do acesso a internet e uma série de novas tecnologias, tais como Realidade Virtual, Big Data e Inteligência Artificial estão tornando a tecnologia mais ubíqua em nossa rotina. Não enxergamos mais a separação entre os mundos online & offline. O computador de mesa, nesse sentido, é um dos grandes marcos dessa separação. Para usá-lo, é necessário estar sentado, parado, com uma conexão fixa à internet. Tanto que antigamente costumávamos dizer “vou entrar na internet” como um sinônimo de uso do computador.
O futuro está se desenhando com tecnologias baseadas na nuvem e aplicações que são ativadas via internet, reduzindo ainda mais o espaço que hoje é ocupado por sistemas de armazenamento locais, como HDs. O crescimento exponencial da Internet das Coisas é mais um indicativo de um futuro em que tudo estará conectado e conversando entre si.
Toda essa mudança será mais suave para os usuários comuns, que irão se adaptar às novas tecnologias gradualmente e com mais naturalidade. Para os negócios, contudo, a extinção dos computadores e a retração de toda uma indústria irá obrigar a revisão de modelos de negócios, produtos e serviços. E, como tudo no mundo da tecnologia, as mudanças serão cada vez mais rápidas e drásticas a medida em que o tempo passa. Empresas que não estão se preparando para essa nova fase correrão o sério risco de serem extintas, enquanto outras poderão ter sérios lucros aproveitando as novas oportunidades que virão. Um bom exemplo é a Intel, que viu seus lucros diminuírem em mais de um bilhão de dólares em apenas alguns meses, e o Google, que hoje gasta mais do que a Intel em infra-estrutura de rede e serviços e tem o dobro do valor de mercado.
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